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“Vencendo os limites”: Domingues e Pinho Contadores recebe ultramaratonista Márcio Villar

Márcio Villar e Manuel Domingues e Pinho.jpgAtleta diz ter encontrado na filantropia sua grande motivação para encarar os desafios

Limites? Não, não existem limites para Márcio Villar, ultramaratonista e recordista mundial em corrida em esteira – ele percorreu 827,16 quilômetros em sete dias, marca que atingiu em 2015 e entrou para o Guinness Book. O que muitos definiriam como loucura, ele define como amor. “É o amor que me move”, diz. No dia 22 de setembro, o vitorioso corredor esteve na Domingues e Pinho Contadores apresentando sua história ao time de gestores da empresa.

Para o diretor-presidente da DPC, Manuel Domingues e Pinho, é possível traçar um paralelo entre a trajetória do atleta e a realidade empresarial. “Por maiores que sejam os obstáculos no campo corporativo, com foco, dedicação e determinação podemos superá-los. Além disso, o Márcio Villar demonstra muito prazer e amor pelo que faz, e a história da DPC também foi construída sobre essas bases”, reflete.

Na palestra “Vencendo os limites”, ele conta que tudo começou há 15 anos, quando, então com 98 quilos, tentou correr para alcançar um ônibus e viu uma enorme dificuldade em algo que deveria ser simples. Foi o que o impulsionou a se alimentar com mais qualidade e começar a correr. Uma mudança de hábitos não é algo incomum. Márcio Villar, no entanto, foi muito além, se tornando uma referência nas maiores ultramaratonas do mundo e usando a paixão por desafios para fazer o bem.

As ultramaratonas mais temidas do mundo

De início, os desafios foram corridas de rua de curta distância e, aos poucos, foi ganhando condicionamento e confiança para se arriscar em provas mais extensas.  Em 2005, na primeira ultramaratona, ele deveria dar voltas em uma pista de atletismo por 24 horas, e acabou correndo um total de 166 quilômetros. Desde então, não abandonou mais as ultras.

Fez provas em montanhas, na Floresta Amazônica (entre onças, cobras e aranhas), no deserto e sob a temperatura de 40 graus negativos. Como se não bastassem os desafios impostos por essas provas, algumas com mais de 200 quilômetros de distância oficial, se especializou em dobrar ou triplicar o percurso dessas ultramaratonas em ambientes e condições extremas. “O ser humano aprende a se superar”, explica. Tantos quilômetros percorridos renderam muitas histórias para contar sobre dificuldades vencidas, limites físicos ultrapassados e amizades feitas pelo caminho.

Algumas conquistas:

- Recordista mundial de corrida em esteira e o nome no Guinness Book – 827,16 km, em 7 dias
- Único atleta do mundo a triplicar a Brazil 135 – 651 km de montanhas
- Único atleta do mundo a triplicar a Ultra dos Anjos – 705 km de montanhas
- Recordista do Double da Badwater – 434 km, em 79 horas no deserto do Vale da Morte, sob temperatura de 60°C
- Único atleta do mundo a dobrar a Jungle Marathon – 509 km na Floresta Amazônica
- Primeiro sul-americano a correr os 217 km sob temperatura de -40°C em Minessota, tornando se o primeiro atleta do mundo a completar a Copa do Mundo de Ambientes Extremos

A filantropia como motivação

O atleta diz ter encontrado na filantropia a verdadeira motivação para treinar e fazer as provas. Ligado a projetos sociais, ele participa de uma série de eventos em que corre para arrecadar fundos e donativos para instituições que apoia, como o Projeto Juquinha, no Pará, que atende a crianças especiais, o IncaVoluntário (do Instituto Nacional do Câncer), o Lar Pedro Richard, que atende a idosos, e o PróCriança Cardíaca. “Não corro por correr”, conta.

Entre tantos feitos, comemora ter proporcionado que 28 transplantes de coração tenham sido pagos por empresas que firmam parceria com ele nos eventos. Seu poder individual de mobilização também é enorme, pois consegue envolver um grande número de pessoas nas ações solidárias que promove, levantando doações de leite em pó, tênis e outros itens para serem direcionados às entidades.

Superação além do esporte

Acostumado a se superar nas provas, Márcio Villar teve que superar também uma doença rara. Em abril de 2016, ele foi diagnosticado com arterite temporal juvenil, uma doença autoimune que causa uma inflamação nas veias da cabeça e intensas dores.

Durante o tratamento, precisou tomar altas doses diárias de corticoide. Se viu curado da doença, mas sofreu um efeito colateral que poderia representar o fim de sua carreira de ultramaratonista: o uso contínuo do remédio levou à necrose de parte da cabeça do fêmur.

Em dezembro de 2016, precisou passar por uma cirurgia para colocar uma placa de ferro na bacia e impedir o atrito entre os ossos. O processo foi bem-sucedido, mas o afastou dos treinos e corridas por um tempo.

Engana-se quem pensa que Villar estaria preparando a aposentadoria. Aos 50 anos, e com toda a sua força mental, ele já se vê superando novos e grandiosos desafios. O atleta encara, em outubro de 2017, a Corrida de Santiago de Compostela, um percurso de 820 quilômetros, na Espanha. “Quero trazer mais um recorde para o Brasil”, promete ele, recém-recuperado de uma doença e uma cirurgia, mas que não impõe limites para seus sonhos.

Para conhecer mais sobre a história de Márcio Villar, acesse o site oficial do atleta.